segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Todos os dias seguíamos a mesma rotina: eu acordava cedo, ia na cozinha e colocava uma chaleira de água para esquentar, depois de lavar o meu rosto ia até o quarto onde minha Helena estava, ela sempre muito linda e radiante, era só eu começar a tocar seu rosto que ela acordava com um lindo sorriso no rosto. Depois íamos para a cozinha, pegávamos cada um a nossa xícara (a minha azul e a dela rosa) e íamos até a varanda do prédio e víamos o por do sol juntos, era romântico, era lindo, depois ela ia trabalhar e eu também, e apesar dela chegar cansada e às vezes até estressada sempre me tratava com um carinho excessivo. Eu sabia que ela me amava e eu a amava mais do que tudo, era como se eu fosse feito para estar ao seu lado, como se eu fosse feito para deixá-la feliz, como se eu fosse feito para proteger a minha Helena.
Até aquele dia..
O dia que levaram minha Helena embora, o dia que a tiraram ela de mim sem nenhuma piedade, sem nem me perguntar se iria ficar bem. Ela foi atropelada, os médicos falaram que ela teve uma morte rápida, que ela nem sentiu dor, mas como não? Como ela poderia estar bem sendo arrancada de meus braços? O homem que a amou intensamente, que o simples fato de estar ao seu lado era a minha razão de viver, como ela poderia estar bem? Ainda não acredito que ela se foi, ainda posso senti-la, e todos os dias ainda tomo o meu chá, mas sem a minha Helena, e a sua xícara sem estará lá intocada, como meu sentimento por ela.

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